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Cenipa diz que avião da Voepass não deveria ter decolado

Cenipa diz que avião da Voepass não deveria ter decolado

Relatório do Cenipa aponta que aeronave da Voepass que caiu em 2024 não atendia às condições para decolagem devido a falha técnica.

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Luis Gomes
24 de julho de 2026
2 min de leitura
Brasil

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que a aeronave da Voepass envolvida no acidente que matou 62 pessoas, em agosto de 2024, não deveria ter decolado nas condições em que foi liberada para o voo. A conclusão faz parte do relatório divulgado nesta quinta-feira (23), em Brasília.

Segundo o tenente-coronel Froes, investigador responsável pela ocorrência, o avião possuía dez itens registrados na Lista de Equipamentos Mínimos, entre eles a inoperância do limpador de para-brisas. Pelas normas em vigor, a aeronave só poderia ser despachada caso não houvesse previsão de chuva uma hora antes e uma hora depois da decolagem, além da mesma condição para o aeroporto de destino ou alternativa.

De acordo com o Cenipa, as condições meteorológicas no momento do voo não atendiam a esses requisitos, tornando inadequada a autorização para a decolagem.

"Não poderia ter sido despachada a aeronave nesse horário em virtude da falha do limpador de para-brisas", afirmou o tenente-coronel Froes durante a apresentação do relatório.

O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando o voo 2283 da Voepass, que transportava 58 passageiros e quatro tripulantes, caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo. A aeronave havia partido de Cascavel, no Paraná, com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Segundo os dados apresentados no relatório, durante a aproximação para o pouso, o ATR 72-500 registrou avisos constantes de formação de gelo, perda de velocidade e acionamentos de sistemas pelos pilotos na tentativa de controlar a aeronave. Antes da queda, o avião mudou repentinamente de direção e apresentou forte inclinação para a esquerda.

Após o acidente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cassou, sem possibilidade de recurso, a licença de operação da Voepass. A decisão, conforme informado, não ocorreu diretamente em razão do acidente, mas pela incapacidade da empresa de corrigir falhas identificadas em fiscalizações anteriores.

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Última atualização: 24/07/2026